Papo de Butecú

Nada como um bom papo, em uma mesa de bar, ao som de rock n' roll e uma companhia agradável...






sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rumo a cidade perdida: Perdidos na terra de Evo

4º dia - Bolìvia

Passamos os ultimos três dias na estrada. Rodamos por 20 horas pelo interior da Bolivia. Nada de choque cultural. É tño similar com a periferia de Sño Paulo quanto como a qualquer cidade no interior do Brasil. Quem já rodou por terra pelo interior de Minas Gerais ou da Bahia sabe do que falo.

Quanto ao Terminal Bimodal.

Nossa estada em Santa Cruz de La Sierra foi curta. Chegamos âs 6:30h no terminal, depois de 20 horas de viagem. O que dizer da experiência no famoso Trem de la muerte? Primeiro: é uma coisa meio mítica. Ganhou esse nome por carregar pacientes com frebre amarela no ínicio do século xx. Hoje, a Ferroviaria Oriental, que administra o trem, tenta re-construir sua imagem, chamandolhe de Trem de la vida. 
O que posso dizer, no entanto, que talvez tenha alguma relevância relamente prática para quem quiser algum tipo de informaÇño atravès deste humilde blog, é que os caras tentam ser expertos. 
Primeiro que para alguns, todo turista é norte-americano ou europeu, montado na grana. Além disso, todos sño, em sua opiniño bobos. Tentam a todo momento tirar alguma vatagem, principalmente se percebem que o cara ou mina nño domina o castellano.
Para exemplificar isto, me vem a memória o guarda da rodoviária, ainda em Puerto Suarez: nos pediu umas tres vezes para que lhe dessemos nossos passaportes, para que ele sim, entrega-se ao responsável pelo embarque no trem. Broma - como diria nuestros hemanos latino. E é claro que nño atendemos a insistência do compañero. Foi nos avisado, por quem ja tinha feito essa viagem, que nunca, jamais, entrega-se qualquer documento a alguem que nño fosse guarda de fronteira ou recepcionista para o chec-in.

Terminamos nossa experiência em Santa Cruz, com a saída para La Paz. Compramos os bilhetes logo em nossa chegada, às 7:30h. Trans Copacabana. Pagamos 20 DOLARES, ou uns BOB115. Compramos usn Bus se-cama, com baño. Pero lo baño estava cerrado...haha. Alèm disso, foram ótimos para vender as passagens - até compreenderam nuestro portunhol. Depois a historia mudou e a simpatia dasapareceu. Fui pedir informaÇao ao ajudante do motorista do ônibus que me respondel com um belo dar de ombros, me ignorando completamente. Para ele, eramos naquele momento simplesmente capitalistas imperialista, que nos aproveitamos de sua pobreza para conhecer seu país.

Postado desde o Hotel Majestic, La Paz, Bolivia. 1 de Julho de 2001




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rumo a cidade perdida: impiesa la jornada

1º Dia - Sño Paulo à Puerto Suarez (BO)

Saimos às 14:40h, do Terminal Rodoviàrio da Barra Funda, em Sño Paulo rumo a cidade fronteira de Puerto Suarez, na Bolívia.
Pegamos a linha que liga o Rio de Janeiro á Puerto Suarez, da Empresa Cruceña. Um ônibus bem simples, meio sujo até. Somos talvez os únicos brasileiros, contando com duas senhoras e um rapaz que ficariam em Corumbá.
Na hora de despachar a mochila, notei que o cara da empresa fala muito rápido. Porra. Vamos ter problemas com o idioma.

Primeiro contato com a cultura andina

Ouvimos por umas duas horas, uma espécie de MTV latina. Vários grupos, desde o estilo mais "rural" - o nosso sertanejo - até os tipos mais pop´s - espécie de Menudos locais. A música é sempre a mesma: um tipo de cúmbia.
Dá, no entanto, uma primeira ideia de quanto nossos vizinhos sño diferentes dos brasileiros, mas similares entre si. Consegue-se enxergar um traÇo de semelhança com a países bem distantes geograficamente - como o a regiño do Caribe e os países andinos - ligados, por eemplo, pela música: salsa, cúmbia, merengue, etc.

(Post escrito às pressas, desde o Terminal Bimodal - Santa Cruz de La Sierra. Esperando a hora de embarcar rumo a La Paz. Parece que està frio por là)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Crônicas # 2: escambo de culturas.

Garotinhos e garotinhas... Estamos de volta!
Recentemente reencontrei  um camarada das antigas. Coisa rápida. Umas duas horas pra colocar o papo em dia depois de anos sem vê-lo.
Ele me presenteou com um livro que achei muito legal: "Os libertários no Brasil", organizado pelo Antônio Arnoni Prado. Missão: dar de presente à alguém "foda" nessa viagem a "Cidade Perdida". Achei a ideia no mínimo desafiadora.
Nem tanto pelo ato de desprendimento - abrir mão de um puta livro. Mas pela ideia que representa. Presentear um desconhecido numa viagem a um país estrangeiro, com uma pitada de nossa cultura nativa. Podemos discutir o conteúdo do livro, quero dizer, a existências desses "libertários" do qual fala, num país como o nosso. Podemos discutir seus textos e autores: Antonio Candido, Malu Gitahy, Paulo Sérgio Pinheiro, Boris Fausto, etc.
Tudo isso, no entanto, esvaziaria a ideia primordial, contida no ato daquele camarada, todo o simbolismo do desafio que ele me propôs.
Propus sim, não dá-lo como um presente, mas trocá-lo, numa espécie de escambo de culturas.
Prática comum, por exemplo, nas sociedades indígenas, o escambo - a troca de um produto por algo de igual valor - mediou por séculos as relações de troca em muitas sociedades.
Não quero remeter, na verdade, a qualquer tipo de prática comercial. Quero, através do simbolismo que o livro e a ação permitem, trocar conhecimento, experiências ou mesmo apenas uma boa desculpa pra um bom papo.
Dar algo a um desconhecido (ou trocá-lo, como sugeri, sem a pretensão de obter lucro nessa troca), demonstra, como a ação que meu camarada tinha como sua intenção original, no mínimo um grande coração, daqueles que valorizam muito mais do que a peça material que este livro significa. 
Aquela ação me pôs a pensar. Tava ai (mais) um bom argumento pra minha viagem.   


Rumo a cidade perdida: "Quem são os índios incas Que plantam cocaína?"

Ainda pensando sobre nossas referências veio, a cabeça a música Panamericana, do Lobão. 

É chamada a atenção para a rica história que cerca o continente latino-americano, seus diversos povos, costumes e culturas. A letra dessa música  me despertou o interesse em conhecer esse continente antes de qualquer outro.
Não lembro com exatidão o momento que escutei pela primeira vez "Panamericana". Provavelmente ocorreu por volta da minha adolescência.Trouxe sentimentos que eu não entendia. E por meio dela cheguei a algumas conclusões. 
A rebeldia incontida existente em um determinado momento da minha vida estava expressa na resistência e na força das quais Lobão fala, características do "latino-americano".
Não que com isso eu não veja diferenças entre peruanos, bolivianos, chilenos... (e discordando de Che, brasileiros também - somos latino-americanos). E também não estou afirmando que Lobão não veja essas diferenças.
Naquela fase da vida a resistência apresentada na música, me despertou um certo inconformismo a situação de dominação que era colocada para nós latinos e que não aceitávamos passivamente.
Conhecer de perto os locais por onde Lobão passa será fundamental em uma jornada de auto-conhecimento e resgate de lembranças da minha juventude.
Espero encontrar elementos que despertem em mim novas sensações. Talvez um calor que no Brasil não encontramos mais. Em conversas com um amigo, ele chamou a atenção para o orgulho que nossos vizinhos tem da sua cultura-pátria, demonstrando a proximidade com sua história, dando razão àquela resistência.
A "Cidade Perdida" é o maior símbolo dessa resistência. Lá o dominador espanhol nunca esteve. Ela seria descoberta somente em 1922.
A ironia: hoje ela sucumbe ao dinheiro de nós turistas.

Atente para a letra:


Panamericana
Quem são os ditadores
Do Partido Colorado?
O que é a democracia ao sul
Do Equador?
Quem são os militares ao sul
Da Cordilheira?
Quem são os salvadores do povo
De El Salvador?
Em Parador
Quem são os assassinos dos
Índios brasileiros?
Quem são os estrangeiros
Que financiam o terror?
Em Parador
Hay que endurecer
Sin perder la ternura
Hay que endurecer
Sin perder la ternura
Hay que endurecer
Sin perder la ternura
Ao sol de Parador
Quem são os índios incas
Que plantam cocaína?
Quem são os traficantes
Com armas e gasolina?
Quem são os Montoneros?
Quem são los Tupamaros?
Las madres e abuelitas
Na praça de maio
Em Parador
Quem são os contra-revolucionários
De Sandino?
O que é a presidência no
Canal do Panamá?
Em Parador
Quem são os guerrilheiros de
Farrabundo Marti?
Quem são os fuzileiros
Do M - 19?
Quem são os luminosos que
Acendem o Sendero?
Quem são os para-militares
Do alti-plano?
Em Parador
Quem são os vudanizados que
Querem ton ton macutes?
Quem são os encarnados que
Inspiram as falanges?
Em Parador



sábado, 11 de junho de 2011

Rumo a cidade perdida: revivendo as "Aventuras de Tintim".

"Tudo camminhava tranquilo pelo sítio do vovô 'Wualter'", quando surge a ideia de exercer, finalmente, o meu "direito a preguiça".
Acredito que pode ser tirado qualquer coisa da vida de um ser humano, mas as lembranças de uma boa viagem jamais serão roubadas,desaparecerão somente com o início do estado avançado de putrefação da alma, já colocada a venda.
Os vermes da aventura consumiam minhas entranhas e a vontade de mandar tudo a merda se fazia cada vez mais presente. No entanto, a contaminação pelo vírus biológico da "Cidade Perdida" deita suas raízes nas "Aventuras de Tintim". Finalmente vivenciarei, junto ao Milu, Capitão Haddock e Tintim, uma de suas aventuras.

"As Aventuras de Tintim: O templo do Sol".
"O professor Girassol comete um sacrilégio ao usar o bracelete da múmia de Rascar Capac, ele é sequestrado e levado para a América do Sul. Para tentar salvar o amigo, Tintim, Capitão Haddock, Dupont e Dupond vão atrás dele. No caminho, enfrentam muitos perigos da selva para encontrar o Templo do Sol, para onde Girassol foi levado. Eles vão contar ainda com a ajuda de um jovem índio chamado Zorrino Quechua, permitindo-lhes chegar ao Templo do Sol".

Agora tenho a oprtunidade de, junto aos meus heróis de infância, resgatar o Professor Girassol. Porém, tamanho desafio precisa de planejamento.
Tintim dispertou o primeiro interesse em conhecer Machu Picchu, desejo que foi ampliado depois de ver, pela primeira vez, "Indiana Jones e o Templo da Perdição", mesmo sabendo que os locais onde as histórias se passaram não fossem os mesmos.
Tenho uma leve predileção pelo jovem jornalista belga em relação ao professor Jones, predileção que vem da fase adulta. Tintim era o clássico herói, sua preocupação era com seus amigos. Já Indiana, "salvava" tesouros perdidos das mãos de contrbandistas. Nesse caso, o que me fere o coração é saber que esse tesouro não seria devolvido aos seus donos de origem, mas sim entregues a museus norte-americanos.
Aguardava aciosamente por cada episódio, pulava do sofá e rolava não chão por cada movimento do meu herói, distribuía socos e chutes no ar contra nossos inimigos e agora tenho o prazer de seguir seus passos.

Machu Picchu,aí vamos nós!

Equipe com Limão.

CRÔNICAS #1

Garotinhos e garotinhas (sei que vocês estão por ai, em algum lugar desse limbo...)...BENVINDOS!
VINHEMOS EM PAZ!!

Mas não a paz passiva...a paz adormecida no discurso politicamente correto.

Nossa paz é a paz ativa. A paz transformadora.A paz de Ghandi.

Nossa intenção é provocar: reflexões, tensões, discussões,emoções, amores, ódio.

Vamos falar de tudo um pouco: nem sempre sérios...mas sempre sinceros.

Nosso lema: é não ter lema nenhum...fugimos das frases feitas (mesmo que as vezes elas sejam um bom recurso, e só isso, um recurso e não uma desculpa pra falta de criatividade e coragem).

Esse será o espaço: as CRÔNICAS...

De vez em quando elas apareceram...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Rumo a cidade perdida...

Qual o signifcado de "viajar"?
O que é prazer?
O que significa sair da "zona de conforto" que nos cerca?

Descobrir, conhecer, desvendar...

Sâo as primeiras perguntas apenas. E muitas reflexões...

Por ai virão mais.

HASTA!
Equipe com Limão